No setor de produtos naturais, a castanha-do-pará é um item indispensável. No entanto, a escolha entre investir no produto inteiro ou quebrado é uma dúvida recorrente entre lojistas que buscam equilibrar margem de lucro e giro de estoque. Aliás, essa decisão vai além da estética; trata-se, fundamentalmente, de uma estratégia de segmentação de clientes e preservação do seu inventário.
Para começar, o segredo para o lojista é entender que a castanha atende a dois perfis de consumo distintos dentro da sua loja:
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O Consumidor “Snack” (Foco na Inteira): Este cliente busca o superalimento para o consumo diário. Portanto, ele valoriza a experiência, a crocância e o visual. Consequentemente, você pode praticar uma margem maior.
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O Consumidor “Chef” (Foco na Quebrada): Por outro lado, temos o cliente que prepara granolas ou receitas funcionais. Embora o valor nutricional seja idêntico, o custo por quilo é o fator decisivo para ele. Assim, ter a opção quebrada é o que garante a venda quando a inteira está com preço elevado.
Gestão Estratégica: Por que ter os dois no mix?

Além disso, limitar seu estoque a apenas um tipo pode restringir seu público. Por um lado, a castanha inteira é o seu produto de vitrine, que confere autoridade ao seu empório. Por outro lado, a castanha quebrada é a sua ferramenta de volume e recorrência. Ou seja, ao oferecer ambas, você cobre todas as frentes de consumo e evita que seu cliente busque a economia na concorrência.
Dicas de Ouro para o seu Vendedor
Por fim, oriente sua equipe de atendimento para usar um discurso consultivo:
“Se o senhor deseja consumir puro, recomendo a inteira. Mas, se o objetivo é picar para saladas ou iogurtes, a quebrada oferece o mesmo nutriente com um custo mais vantajoso.”
Em suma, ao adotar essa postura, você não apenas ajuda o cliente, mas também posiciona sua loja como uma especialista no mercado de produtos naturais.
